A vergonha que persiste

Aconteceu. Hoje você é pai/mãe sem ter casado com o(a) outro(a). Igreja olha torto. Família talvez julgou. Você se sente “marcado(a)”.

E ao mesmo tempo, ama essa criança. Confusão.

A criança é dom

“Filhos são herança do Senhor; e o fruto do ventre o seu galardão.” (Salmos 127:3)

Toda criança. Não há “criança da culpa” na Bíblia. Não há “filho ilegítimo” perante Deus.

Aliás — olha quem está na linhagem de Jesus em Mateus 1: Tamar (relação com sogro), Raabe (prostituta), Rute (viúva moabita), Bate-Seba (adultério com Davi). Deus tece vidas através de circunstâncias complicadas. Cristo veio dessa linhagem.

Sua criança é amada por Deus. Você também.

”Se confessarmos os nossos pecados”

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” (1 João 1:9)

Toda injustiça. Inclui sexo fora do casamento.

Pediu perdão? Está perdoado(a). Pronto. Ponto.

Vergonha eterna não é de Deus. É de igreja imatura ou de você mesma.

Caminho

1. Confesse e siga

Não fique pedindo perdão pelo mesmo. Deus já perdoou. Levante.

2. Criança como prioridade

Foco em cuidar bem. Acolher. Educar. Modelar fé.

3. Co-parentalidade

Se possível, parceria saudável com o outro. Não precisa casar. Mas precisa cooperar.

4. Comunidade acolhedora

Igreja que abraça, não expõe. Se a sua não é, considere outra.

5. Não defina futuro pela vergonha

Você ainda pode casar. Pode ter mais filhos. Pode servir Deus. Pecado passado não cancela futuro.

Conclusão

Sua criança é dom. Você é perdoado(a). Vergonha é mentira. Levante.

Próximo passo: agradeça pela criança hoje. Procure comunidade que acolhe.


Recursos:

  • Igrejas com ministério acolhedor pra mães solteiras
  • Terapia se vergonha persistir
  • Apoio pra co-parentalidade